sábado, 12 de julho de 2008

COMÍCIO DE BECO ESTREITO ( JESSIER QUIRINO )






JESSIER QUIRINO



Gente já chegou a politicagem,
Agora é ouvir o que
Os hômi tem pra dizer
Mesmo por que
Não tem outra solução
Se é mentira ou verdade
Só depois da eleição
É que a gente vai saber.

Aproveitando essa deixa
De JESSIER QUIRINO
Quero falar dos artistas
Que perderam tudo enfim
Com a falta dos showmício
Como se o roubo os vícios
Na política tivesse fim

Mas alertar simplesmente
Não basta pro eleitor
Tem que lhe dá um agrado
Se não não voto doutor
Mas eu digo aos cruzeirenses
Que errar nessa vida é humano
Insistir no erro é burrice
Vamo parar de tolice
De orgulho de mulher
Nadar contra corrente
Ningúém aqui é burro e demente
Negócio é andar pra frente
Nossa cidade merece né !

Por isso essa breve introdução
É pra mostrar como se faz um comício
Como se ganha eleiçao
Isso eu vejo desde menino e agora JESSIER QUIRINO
Vai contar tudo então:

COMÍCIO DE BECO ESTREITO

Pra se fazer um comício
No tempo de eleição
Não carece de arrodei
Nem dinheiro muito não
Basta um f- 4000 ou
Qualquer mei caminhão
Entalado em beco estreito
E um bandeirado mal feito
Cruzando dez posição

Um locutor tabacudo
De converseiro cumprido
Uns alto-falante rouco
Que espalhe o alarido
Microfone com flanela
Ou vermelha ou amarela
Conforme a cor do partido

Uma gambiarra véa
Banguela no acender
Quatro faixa de bramante
Escrita qualquer dizer
Dois piston e um taró
Pode até ficar mió
Uma torcida pra torcer

Aí é subir pra riba
Meia dúzias de corruptos
Quatro babão, cinco puta
Uns oito capanga bruto
E acunhar na promessa
A pisadinha é essa
Três promessa por minuto

Anunciar a chegança
Do corrupto ganhador
Pedir o "v"da vitória
Do dedo dos eleitor
E mandar que os vira-lata
No bojo da passeata
Traga o hômi no andor

Protegendo o monossílabo
De dedada e beliscão
A cavalo na cagunda
Chega o dono da eleição
Faz boca de fechecler
E nesse qué-ré-qué -qué
Vez por outra um foguetão

Com voz de vento encanado
Com os vivas dos babão
É só dizer que é mentira
A sua fama de ladrão
Falar dos roubo dos hômi
Prometer o fim da fome
E tá ganha a eleição

E terminada a capanha
Faturada a eleição
Foda-se o povo, piston
Foda-se caminhão
Promessa ,meta ,programa
É só mergulhar na brama
E curtir a posição

Sendo um cabra despachudo
De politiquice quente
Batedorzão de carteira
Vigaristão competente
É só mandar pros otários
A foto num calendário
Bem família bem decente

Ele um diabo sério e honrrado
Ela um diaba influente
Bem vestido bem pousado
Até parecendo gente
Carregando a tiracolo
Sem pose sem protocolo
Um diabozim inocente

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